Conheci a Gis no início dos preparativos da mudança para Portugal. Além de me agradar com a sua forma de escrever e os temas abordados, me identifiquei "imenso" com o passo a passo desse "vencer os mêdos e ultrapassar barreiras" e isso vai muito além de uma fronteira geográfica ou cultural e muito além desse breve comentário, mas isso eu deixo para ela mesma escrever. Vivi por quatro anos em Lisboa. Entendo-a em todas as situações que descreve, tanto as felizes, curiosas e principalmente as nem tanto... Creio que estou tentando dizer que vibro com suas conquistas, me alegro com suas novidades, e não contenho a minha mão para confortá-la quando a dor aparece. Muitas vezes tenho vontade de entrar pelo blog e ressurgir no seu quarto para dizer: Vai dar tudo certo! O que hoje é dor, amanhã será historia. Suporte com nobreza!
Eu gosto de abrir a Caixa de Gis porque viajo com ela nessa aventura que é perseguir um ideal.
O texto que segue foi escrito no dia em que o Jornal Correio da Manhã soltou a primeira reportagem de pagina inteira sobre meu trabalho. O desejo de vencer era do tamanho da saudade que sentia dos meus três filhos que ficaram no Brasil. Desnecessário explicar mais.
"Nascido da dor e da vertigem, um teimoso sol me desponta a cada madrugada. Com este sol, nasce também a esperança de um dia novo, distinto, absoluto, onde tudo pudesse acontecer pela primeira vez... A cada novo dia reaprendo o ciclo e me apaixono pela vida que escolhi e desisto dela e depois ressuscito deste imenso chão d'água que nos separa. Nesta manhã, abro o jornal e encho os olhos de espanto e lavo o rosto de pranto... Arrebenta-me uma sede infinita de futuro e uma necessidade absolutamente louca de abraça-los".
Um abraço dos meus!
2 idéia(s) na caixa:
Lindo, lindo o texto, adorei!
Ita, tu já sabes o quanto eu adorei esse post porque já falamos no Skype. Eu realmente fiquei emocionada. Um abraço dos seus, mas com o meu imenso carinho junto. ;-)
Postar um comentário