sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A síndrome do afastamento

Tenho andada afastada do blog. Isso tem muito a ver com o Facebook, que é mais imediato e não exige grandes textos ou profundidade, mas tem a ver também com o meu momento. Ando tão introspectiva que nem me reconheço. Há muito acontecendo e não há muito com quem falar. Meus amigos mais próximos do Brasil não criaram o hábito de escrever ou chamar no skype para falar da vida. A família está em férias e o meu pai costuma entrar no skype à noite (no Brasil), o que nem sempre eu consigo esperar porque caio dormindo de tão cansada. Maldito fuso horário.

Sabe, isso é triste, mas cada vez mais eu sinto que os amigos brasileiros mais próximos estão deixando de ser próximos. É que eu vou a Porto Alegre por tão pouco tempo, em um período tão tumultuado, que só consigo ver as pessoas uma vez. Talvez, para eles, no meio de tudo o que têm para fazer, seja suficiente. Para mim, não é. Claro, eu estou de férias. Com um monte de coisas para fazer, mas o meu único compromisso quando estou no Brasil é comigo e para mim eles continuam sendo importantes. Já os meus amigos continuam com a sua rotina de filhos, trabalho, marido/esposa, coisa e tal. De qualquer forma, é triste. Pelo menos para mim.

Aqui em Luanda tenho sentido um grande conflito. A semana tem sido pesada no trabalho, com cada vez mais responsabilidades, então, no fim de semana, eu só tenho vontade de ficar em casa ou de fazer programas levinhos. Normal. O problema disso é não ir para a cidade e conhecer gente nova. Acaba que tenho ficado somente no mesmo círculo de pessoas, essencialmente colegas. É bom, mas pode ser que um dia isso vire contra mim. O ideal seria o equilíbrio, né? Mas cadê a vontade de ir dançar ou o dinheiro para gastar com programas noturnos? Fiz um investimento pesado no Brasil e agora a grana está curta. Além disso, estou fazendo regime, ou seja, tudo impulsiona muito mais a ficar em casa do que sair (e beber, e gastar, e não descansar).

Eis os motivos do meu afastamento... ou seriam sintomas? Afinal, deve existir alguma razão de eu ter colocado a palavra "síndrome" no título desse post... ou não?

sábado, 7 de janeiro de 2012

De perto todo mundo é normal


O fotógrafo Martin Schoeller fez um ensaio com artistas famosos cuja ideia estava simplesmente em fazer um retrato aproximado. Nada demais, mas acabou por ficar show! Vi esta notícia aqui e resolvi compartilhar. Lá tem mais fotos, assim como se você pesquisar o nome do fotógrafo no Google Images. Vale a pena.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desabafo pós-férias

- Estive no Brasil agora em Dezembro para as festas. Foi tudo muito corrido, mil coisas para fazer e voltei com a sensação de que precisava ficar um pouco mais perto da minha família, curtindo Porto Alegre e os amigos. Também fiquei com a sentimento de não ter casa. O motivo é um só: não sinto como se Luanda fosse o meu lugar. Aqui é passagem. Por outro lado, dormir na casa do meu pai numa cama de solteiro com colchão macio detonou com a minha coluna. Impossível ficar mesmo muito tempo.

- Teve um dia em que eu estava tomando café da manhã na casa do meu pai e enxerguei algumas louças da minha casa antiga. Bateu uma saudade de ter as minhas coisas! Há quanto tempo eu não tenho coisas de casa só minhas? Para ser mais exata, desde o final de setembro de 2008. Eu ganhei muito como pessoa nesse meu período fora, mas deixei um pouquinho de mim em Porto Alegre. E tem horas que esse pouquinho faz falta...

- Pela primeira vez precisei de um documento oficial em Luanda. Inferno! Filas bagunçadas, gente estressada, gente que não quer ficar no sol, sai da fila e depois quer voltar para o mesmo lugar, etc. e etc. Sem falar nas pessoas que marcam de te buscar num horário e chegam mais de uma hora atrasadas. Não tenho dúvida de que eu me encaixo mais num ambiente alemão do que angolano. O problema é a frieza do povo alemão e o frio do clima, mas, definitivamente eu sou muito organizada e pouco avessa a propinas para desejar viver para sempre em Angola.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MINHA MENSAGEM DE FIM DE ANO PARA VOCÊ

Quantas vezes achamos que realizar o sonho de alguém é algo difícil e que não vai mudar o mundo? Este ano a agência em que eu trabalho aqui em Angola resolveu mudar um pouquinho esse pensamento e convidar as pessoas a refletirem sobre o assunto.
Como eu participei da criação da campanha e acredito nesta ideia, estou compartilhando este vídeo com vocês como se fosse a minha própria mensagem (até porque o texto é meu mesmo hehe):


Desejo a todos um Natal muito feliz e que 2012 venha com muita saúde, alegria e vitórias. Que traga tbm muitos sonhos realizados (nossos e de outras pessoas).
Quem gostar do vídeo, sinta-se à vontade para passar adiante e divulgar a mensagem.

Beijos,

Gis

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cuidado com os "filtros-bolha" on-line

Ainda sobre a Internet, vejam este ótimo vídeo de uma palestra TED sobre os filtros que sites como Facebook e Google estão fazendo para que vejamos somente assuntos do nosso dia-a-dia, evitando que possamos ir além. Muito legal!


Dia da Amizade Angola-Brasil

Eu confesso: só fui parar lá porque meu chefe disse que seria bom eu dar uma olhada e conhecer a forma das pessoas se comportarem num show assim. Além disso, era um convite VIP, portanto pressupunha bebidinhas e comidinhas free. Então, lá fui eu.

Sinceramente, não vi nada de diferente do que eu veria no Brasil. Galera animada. Gente tentando arrumar um lugar melhor no estádio. Gente querendo aparecer para as câmeras. Alegria, gritos, fãs. Do lado brasileiro, os artistas que apresentaram-se foram Sandra de Sá e Wando. Claramente, a Globo fez um baixo investimento neste show. Uma pena, pois do lado angolano estavam cantores do melhor: Pérola e Anselmo Ralph. Ok, pode-se até não gostar do estilo, mas eles foram infinitamente melhores. Vestiram-se melhor, dominaram o palco e a platéia, animaram, cantaram bem. Eu nem conhecia as suas músicas e preferi mil vezes do que as versões assassinadas que a Sandra de Sá vez de músicas do Djavan, O Rappa, Gilberto Gil, entre outros. Ou ver um Wando gordo e decadente no palco.

O que fica na lembrança? Uma noite divertida e a proximidade que criou-se com alguns colegas que eu não conhecia bem. O pessoal costuma achar que eu sou uma branquela "distante". Mostrei que a realidade é bem diferente. Botei pra quebrar no samba e na animação. Foi bom demais!

A falsa intimidade que a Internet dá

Eu devo ser muito old school, mas há certos limites que eu faço questão de impor na Internet. Não gosto que pessoas que mal me conhecem se metam na minha vida como se tivessem uma intimidade que não têm. Tudo bem, quem está na chuva é para se molhar, mas tem gente que realmente não se toca! Lembram daquele cara que passou a me ofender aqui no blog porque me achava romântica demais? Outro dia a amiga de uma conhecida, diga-se de passagem uma pessoa que nem conheço pessoalmente, começou a fazer comentários sem noção no meu Facebook. Por sem noção leia-se, críticas e ironias com a minha pessoa. Deu vontade de dizer: "Pára tudo! Querida, você só está aqui porque eu fui educada e não tive coragem de dizer não ao seu convite já que fazemos parte de um mesmo grupo de bate-papo, mas você não me conhece e não tem a mínima intimidade comigo." Sério, a pessoa não sabe nada de mim e começa apontar o dedo? Queria ver fazer isso pessoalmente. A consequência foi na base da ditadura mesmo. Bloqueei-a para ler meus posts e só não deletei por respeito ao grupo que fazemos parte. Um outro exemplo foi o colega de um amigo que certa vez pediu para eu aceita-lo no Facebook. Tudo bem, eu disse sim por educação. Depois de um certo tempo o cara, que eu só tinha falado uma vez, estava também a meter-se em tudo quanto era assunto e a fazer piadinhas. Hellooooo? Foi deletado. Mas o excesso de intimidade também pode ser surpreendente positivamente. Da última vez que fui ao Brasil, tive a agradável surpresa de encontrar uma amigona num restaurante. Junto com ela estava um amigo (dela) e meu conhecido. O cara fez a maior festa ao me ver. Tanta que eu cheguei a ficar sem graça, porque não esperava. A gente nunca teve muita intimidade. Foi quanto me dei conta que nós éramos conhecidos no mundo real, mas viramos amigos no mundo virtual e isso tinha acabado por alterar a realidade. Enfim, esse post não é para ser conclusivo. A ideia era apenas fazer uma observação, abrir o espaço para uma conversa. O que é certo é que eu aprendi a ser mais seletiva nas pessoas que aceito no Facebook e também a cuidar sobre o grau de participação que permito para meros conhecidos. Isso não é ditadura, mas reserva de mercado. hehe Pelo menos serve para afastar os invasivos e/ou os mal educados. Sou da opinião de que todos podemos ser amigos nas redes sociais (e isso inclui os blogs), mas as pessoas precisam ter noção do grau de intimidade que realmente tem com quem se comunicam e o quanto estão a expor ao outro ou a si mesmos. É importante cuidar o tipo de colocações que fazemos nas redes sociais. Mesmo com os íntimos. É urgente perceber que o que está escrito na web é como se tivesse sido falado num microfone de longo alcance ou um megafone. Tem gente que não se dá conta disso e fala o que vem na telha, "doa a quem doer". Esquece que a telha não será de todo virtual e poderá machucar alguém de verdade. Quando não bater na própria cabeça.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Da sabedoria popular

Alguém postou essa frase no Facebook e estou a reproduzir aqui. Não sei quem é o autor, mas se o conhecesse, queria dar os parabéns pela capacidade de dizer o que é realmente importante de forma muito simples.

domingo, 2 de outubro de 2011

Praia e piscina


Finde passado fui à Praia das Palmeirinhas com o pessoal aqui da casa. Achei meio sem graça e com um caminho muito ruim de terra. Acho que com o meu carro é praticamente impossível chegar lá. O lado bom é que é uma praia praticamente deserta, então dá pra ficar bem à vontade. Mas tem que levar o que beber e comer, senão morre de sede e inanição. hehe




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Neste fim de semana, fiquei em casa para descansar e hoje aproveitei a piscina do condomínio. Dei sorte que não tinha ninguém por lá, então pude ler o meu livro do Agualusa, escritor angolano, e até dar uma cochilada. Depois arrisquei umas braçadas, mas choquei como estou fora de forma. Preciso voltar a fazer exercícios urgente! Não é a toa que estou acima do peso. :S

Finalmente conheci a paisagem africana!


Há duas semanas, saí um pouco da parte urbana de Luanda e fui até a Barra do Kwanza. A paisagem do mar visto de cima da estrada é belíssima, especialmente quando vê-se também o Muçulo, uma penísula que é tratada como ilha, pois é bem mais fácil ir para lá de barco do que de carro. Foi uma oportunidade para conhecer um pouco da vegetação africana e finalmente conhecer o Imbondeiro, ou baobá africano, que tem um fruto preto pendurado que mais parece um rato, visto de longe, mas que dizem ter um sumo muito gostoso. Neste dia, também conheci o Miradouro da Lua, onde é possível ver as marcas do mar nas pedras, antes do mesmo ter recuado para bem longe. Foi bem legal e deixo algumas fotos para vocês. O tempo não estava grande coisa, bem ao estilo do Cacimbo (inverno), mas já dá para ter ideia da paisagem. :)